quarta-feira, 30 de maio de 2012

OVOS FABERGÉ NO GOOGLE

2012, 30 de maio. O Google desta data faz uma homenagem a Peter Carl Fabergé, que se vivo estivesse estaria completando seus 166 anos.

Na página inicial o buscador deu um jeito de fazer-se ler “google” através das jóias desenhadas e fabricadas pelo artista e joalheiro russo, nascido Karl Socatelli Gustavovitch Fabergé (Rússia, 30/05/1846 – Suíça, 24/09/1920).


Os ovos Fabergé, ficaram famosos por terem sido originalmente concebidos [pela Casa de Fabergé, entre 1885 e 1917] para os czares do império russo. Em tamanho miniatura, passaram também a compor presentes de cunho popular para servirem de adorno em correntes de pescoço.

Mas foram os ovos grandes, feitos de metais preciosos (ouro, prata, cobre e platina) ou pedras duras, decorados com combinações de esmalte, pedras e gemas que ganharam notoriedade e viraram obras-primas da arte joalheira. Desses, sobraram alguns que hoje são disputados por colecionadores espalhados pelo mundo todo.


Para se ter uma ideia do que valem, um deles é o ovo que o czar Nicolau II deu à sua esposa, a imperatriz Alexandra, em 1897. Esculpido em ouro, diamantes e esmeraldas em 15 meses de trabalho, ele está avaliado em US$ 24 milhões.


Este aí, abaixo, é o Ovo de Páscoa Imperial Czarevich (filho do czar), de 1912. Ele se encontra atualmente no Virginia Museum of Fine Arts - Richmond / Virginia / USA.


Para saber mais sobre os tais Ovos Fabergé, siga o link
http://www.girafamania.com.br/europeu/materia_russia-faberge.html.

domingo, 27 de maio de 2012

LARISSA RIQUELME...

... Assim você me mata!

A estreia do Paraguay na Copa do Mundo/2010, em 14 de junho, contra a Itália, marcou a passagem da modelo Larissa Riquelme do quase anonimato dos trabalhos desenvolvidos no seu país e em alguns países da América Latina, para uma glamourosa carreira internacional. Contratada por uma empresa de telefonia móvel durante a Copa/2010, tudo o que ela tinha que fazer era guardar o seu telefone celular no decote durante os jogos da seleção paraguaya, exibidos em um super-telão na Plaza de la Democracia, em Assunción. E assim foi feito.
Fotografada em ação [por Andrés Cristaldo/EFE], com uma mini-baby-look da seleção do Paraguay, imediatamente virou musa do mundo inteiro e da Copa da África do Sul, mesmo sem estar por lá de corpo presente.

Foto mural do Facebook da Larissa

terça-feira, 22 de maio de 2012

INAUGURAÇÃO DO MSC DIVINA

2012, 26 de maio, 21:00 h GMT. Em alusão à Era dourada das viagens marítimas, a MSC Crociere inaugura o MSC Divina, seu 12º navio de cruzeiros que é uma versão melhorada dos gêmeos MSC Fantasia e MSC Splendida, projetado em parceria com o estúdio De Jorio Design International.
MSC DIVINA, em construção
Imagem meretmarine.com


O batismo, marcado para o porto de Marselha, com a atriz Sophia Loren, madrinha da MSC, e o ator Gérard Depardieu, como mestre de cerimônias, é o início oficial das atividades dessa maravilha flutuante que culmina por ser ela própria o objetivo das viagens.
A viagem pré-inaugural do MSC Divina iniciou em 19 de maio. Ele partiu diretamente dos estaleiros STX Europe, em Saint Nazaire, aportou em Lisboa, Cadiz e, circundando a península ibérica, em Gibraltar, penetrou no Mediterrâneo, aportando em Valência e terminando a sua primeira viagem no porto de Marselha, sua pia de batismo.


Ainda em 19 de maio, durante a tradicional cerimônia de troca da bandeira, as flâmulas do fabricante e da França foram arriadas ao som do hino nacional francês, enquanto o Diretor Geral do STX France, Laurent Castaing, entregou formalmente a embarcação para o presidente da armadora italiana, Gianluigi Aponte, que imediatamente passou o comando do transatlântico ao comandante Giuliano Bossi.


Características Técnicas

Peso: 139.400 toneladas;
Comprimento: 333, 30 m;
Largura: 37,92 m;
Altura: 66,80 m;
superfície: 450.000 m2, com 27.000 m² de áreas públicas;
Decks: 18, sendo 14 para os passageiros;
Elevadores: 26, sendo 17 para passageiros (2 panorâmicos e 1 para o MSC Yacht Club);
Tensão (nas cabines): 110/220 volts;
Velocidade Máxima: 22,99 nós;
Estabilizadores: 2 aletas;
Número de passageiros: 3502 (com base em duas pessoas por cabine);
Número de cabines: 1.751, incluindo 45 pessoas com deficiência;
Tripulantes: cerca de 1.370;
Piscinas: 4, incluindo 1 (uma) com teto retrátil e 1 (uma) para o MSC Yacht Club e 12 jacuzzis;
Tecnologias para proteção ambiental: Tratamento de águas residuais AWT; Energy Saving and Monitoring System; Clean Ship 2.


Para saber mais, siga o link
http://www.msccrociere.it/it_it/Homepage.aspx

domingo, 20 de maio de 2012

UM PRESENTE DE GREGO

1972, feriado do dia 15 de novembro. Como presente de aniversário (77anos, em 17/11) o Flamengo ganhou uma goleada do Botafogo, com direito a um gol de calcanhar do Jairzinho, o seu terceiro nesse jogo e o quinto do Botafogo. Em seguida, 4 minutos mais tarde, ainda viria mais um, para fechar o placar em 6 x 0.

O jogo fazia parte da 20ª rodada [de um total de 25] da primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1972. Nessa fase, embora estivessem divididas em quatro grupos distintos [de 6 ou de 7], todas as 26 equipes se enfrentaram entre si, em turno único. Os 4 primeiros de cada grupo foram para a segunda fase e foram dispostos em outros 4 grupos de 4, onde só o primeiro classificado seguiria em frente. E assim chegaram às semi-finais o Internacional, o Palmeiras, o Corínthians e o Botafogo que vinha embalado.
A melhor campanha geral favoreceu o Palmeiras que nem precisou ganhar seus jogos para ser campeão. Um empate em 1 a 1 com o Inter, no Palestra Itália e um empate em zero a zero com o Botafogo, no Morumbi, deram o título de 1972 à SE Palmeiras.


Mas o fato memorável desse campeonato, para mim, foi mesmo o placar de seis a zero que o Botafogo aplicou no Flamengo na tarde do dia 15/11/72, com direito a um "banho de bola" transmitido ao vivo pela Rede Globo.


Os botafoguenses reclamam que os flamenguistas do Canal 100 e da Globo deram sumiço nos arquivos dessa partida. É possível que tenham razão os alvi-negros de General Severiano, pois nunca mais vi qualquer referência, por parte da media esportiva do Rio de Janeiro, a essa memorável jornada botafoguense .

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MICK JAGGER VEM AÍ


Taça Libertadores da América/2012. Para a alegria dos vascaínos, e de todos os outros times brasileiros, Mick Jagger foi visto com uma camisa do timão e aumentou a expectativas para o mata-mata da Libertadores/2012.

Essa verdadeira lenda do rock, mais conhecido por ser um grande "pé frio", estará no Brasil na quarta-feira, 16 de maio, mais precisamente no Estádio de São Januário, para acompanhar o jogo entre Vasco da Gama e Corínthians, pelas quartas-de final da Taça Libertadores da América. Ele disse que vai torcer pelo timão.

Então já dá para se ter uma ideia de quem sairá vencedor no confronto. As torcidas organizadas do Vasco manifestaram incondicional apoio ao Mick; os corinthianos esperam que ele resolva, na última hora, "virar a casaca" e torcer para o Vasco.
Desde já, aposto no cruz-maltino da colina.

domingo, 13 de maio de 2012

UM EXCELENTE GUIA TURÍSTICO

Quando estivemos de passagem por Salvador/BA, nosso guia turístico foi este cara aí que está com a "raquete" nº 5 na mão. Fervoroso torcedor do EC Bahia, Raimundo Jorge Kalile Passos trabalha há mais de 30 anos como guia turístico na área do Pelourinho e já está credenciado oficialmente [desde 2010] para trabalhar durante a Copa de 2014. Ele conhece muito da História da Bahia.

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

AS ESTÁTUAS DE RAPA NUI TÊM CORPO

Colaboração sinequanon Lu Costa

A Ilha da Páscoa ou Rapa Nui está localizada no Oceano Pacífico. Essa ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa no ano de 1722, e mais tarde tornou-se posse do Chile, em 1888. Muitos mistérios cercam a Ilha da Páscoa que é famosa por suas incríveis estátuas chamadas Moais e que estão ao redor de toda a ilha que tem uma área equivalente a 6 vezes a Ilha do Mel, no litoral do Paraná.
A descoberta, não tão nova, mas que aumenta o mistério sobre quem as esculpiu, quem vivia na ilha e como elas foram parar lá, é o fato de que as estátuas da Ilha de Páscoa têm corpos.
Isso mesmo! As cabeçonas gigantes são estátuas completas cuja maior parte está enterrada e correspondem a corpos e mãos.
Um grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente as estátuas da Ilha da Páscoa e está estudando as escrituras nos corpos das mesmas.

A dúvida agora é por que esses gigantes de pedra tiveram seus corpos enterrados?
As estátuas sempre foram assim ou com o tempo ficaram desta maneira?
Uma das teorias sobre o desaparecimento dos habitantes originais de Rapa Nui foi a superpopulação que levou a conflitos internos e falta de alimentos. Agora surge outra hipótese: um enorme deslizamento pode ter varrido a ilha e sua civilização. Isso aniquilou a população e fez com que as estátuas ficassem com boa parte do seu corpo sob a terra.

terça-feira, 1 de maio de 2012

BRASIL - CONSOLIDANDO A DEMOCRACIA?


Brasil, 1979. Tão logo foi eleito pelo Colégio Eleitoral, derrotando o general Euler Bentes Monteiro que era o candidato do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), João Baptista Figueiredo, candidato da ARENA (Aliança Renovadora Nacional), o partido do governo, prometeu ao povo brasileiro a abertura de um processo de democratização do país.

Quando assumiu a presidência, em abril, O general Figueiredo deparou-se com uma crise econômica já no começo do seu governo por conta da política de empréstimos adotada pelos governos anteriores, os quais tentaram, dessa forma, manter o chamado Milagre Econômico. Os problemas da economia brasileira foram agravados pela Crise do Petróleo de 1979, regida pela paralisação da produção iraniana por conta da Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini, o que resultou na elevação do preço médio do barril de petróleo. Isto ocasionou um aumento das taxas de juros internacionais, as quais incidiram sobre a dívida externa brasileira que ultrapassou a marca dos 100 bilhões de dólares, obrigando o país a pedir auxílio ao FMI (Fundo Monetário Internacional) em 1982.

Apesar da crise, até o seu último ano de governo o presidente João Figueiredo:
- obteve resultados positivos oriundos da sua política de modernização do sistema agrícola do país, o que transformou o Brasil em um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo;
- construiu, por meio de um programa de habitação, quase 3 milhões de casas populares, um recorde para a época.

Mas foram as reformas políticas por ele implementadas que fizeram a diferença. A extinção do sistema bipartidário vigente - ARENA/MDB - fez com que surgissem novos partidos. Dá a entender que o objetivo dos militares, com esta medida, era enfraquecer a oposição que, à vontade para se expandir, se fragmentaria em vários outros partidos. Examinando-se a questão em curto prazo, era uma estratégia eficiente. A médio e longo prazos estavam abertos os caminhos para a democracia política no Brasil, ainda mais se levarmos em conta que a Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, conhecida como a Lei da Anistia, já prenunciava mudanças no panorama político nacional.

A campanha das "Diretas Já!"

Em 1982 já foi possível a disputa para os governos estaduais e outros cargos legislativos através do voto direto. Aproveitando a brecha, deputados oposicionistas tentaram articular uma lei que instituísse o voto direto para a escolha do próximo Presidente da República. Em 1983 o deputado do PMDB Dante de Oliveira elaborou um projeto de lei para que tal prática fosse adotada. Foi a "Emenda Constitucional Dante de Oliveira" que, apesar da enorme pressão popular, a favor, foi rejeitada pela Câmara dos Deputados no dia 25 de abril de 1984. Por se tratar de uma emenda constitucional, precisava dos votos de 2/3 da Câmara (320 deputados) para prosseguir ao Senado. O resultado da votação foi o seguinte: 298 deputados votaram a favor, 65 contra, 3 abstiveram-se e 113 não compareceram ao plenário.

Clique aqui para ver a lista completa da votação da Emenda Dante de Oliveira

A essa altura, enormes comícios liderados por artistas, ex-perseguidos políticos, intelectuais e outros representantes de classes, tomavam conta do centro das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas nem isso conseguiu sensibilizar os 2/3 de deputados necessários à mudança. Ficou mantido o sistema de votos indireto.

Diante do clamor popular ressaltado aos olhos de todo o planeta, o governo militar não teve outra saída a não ser permitir que civis concorressem à disputa pela presidência da república, dando ao processo uma aparente conduta democrática. Assim, em 1985 um civil foi eleito, por via indireta, Presidente da República.

Tancredo Neves (São João del Rei/MG, 04/03/1910 — São Paulo/SP, 21/04/1985), o eleito, era um advogado mineiro, de São João del Rei, que já tinha sido primeiro-ministro com a instauração do regime parlamentarista, logo após a renúncia do presidente Jânio Quadros e, por último, dentre os diversos cargos de importância que exerceu, fora o governador de Minas Gerais. Doze horas antes de assumir, em 14 de março de 1985, teve um problema de saúde que resultou na sua morte, registrada em 21 de abril. Substituiu-o seu vice, José Sarney, na verdade José Ribamar Ferreira de Araújo Costa (Pinheiro/MA, 24/04/1930).

Os Presidentes Eleitos pelo Voto Popular

Em 1989, finalmente, os brasileiros puderam escolher seu presidente. Eleito pelo voto popular, com grande apoio de media, Fernando Collor de Mello foi, mais tarde, acusado de corrupção e renunciou ao cargo em 1992, derrubado pela mesma media que o havia ajudado a eleger-se. Começava mal a nova democracia.

Itamar Franco, o vice de Collor de Mello, assumiu seu lugar quando a inflação, que começara no fim do regime militar, atingia níveis insuportáveis. Experimentássemos nós fazer uma pesquisa de preços, buscando um eletrodoméstico, por exemplo. De manhã o preço era um, à tarde o mesmo eletrodoméstico poderia estar custando bem mais.

Depois de muitos insucessos de mirabolantes planos implementados desde o governo Sarney, surgiu então o Plano Real, um programa de estabilização econômica de longo prazo, organizado em etapas, onde as antigas moedas foram substituídas pelo Real. Para saber mais sobre o histórico da moeda brasileira, clique aqui.

E para saber mais sobre o Plano real, clique aqui e depois aqui.

O Plano real obteve sucesso e o então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi aclamado como mentor do plano, o que o ajudou a eleger-se Presidente da República em 1994, com direito à reeleição em 1998.
O duplo mandato de FHC, no entanto, ficou conhecido como o governo das privatizações, as quais já vinham sendo feitas desde o governo Collor de Mello. Algumas, guardadas as devidas proporções, causaram transtornos psicológicos, morais e financeiros a muitas famílias brasileiras que ainda hoje sofrem os efeitos de tais medidas. Vejamos o que temos aqui:
USIMEC (Usiminas Mecânica S.A.) - 24/10/1991;
USIMINAS (Usinas Siderúrgicas de Minas gerais S.A.) - 24/10/1991;
CELMA (Companhia Eletromecânica) - 01/11/1991;
MAFER S.A. (Mafersa S.A.) - 11/11/1991;
COSINOR DIST. (DIST Cosinor Distribuidora S.A.) - 14/11/1991;
COSINOR (Companhia Siderúrgica do Nordeste) - 14/11/1991;
SNBP (Serviço de navegação da Bacia do Prata) - 14/01/1992;
AFP (Aços Finos Piratini S.A.) - 14/02/1992;
PETROFLEX (Petroflex Indústria e Comércio S.A.) - 10/04/1992;
COPESUL (Companhia Petroquímica do Sul) - 15/05/1992;
ALCANORTE (Álcalis do Rio Grande do Norte) - 15/07/1992;
CNA (Companhia Nacional de Álcalis) - 15/07/1992;
CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) - 23/07/1992;
FOSFERTIL (Fertizantes Fosfatados S.A.) - 12/08/1992;
GOIASFERTIL (Goiás Fertilizantes S.A.) - 08/10/1992;
FASA (Forjas Acesita S.A.) - 23/10/1992;
ENERGETICA (Acesita Energética S.A.) - 23/10/1992;
ACESITA (Companhia de Aços Especiais Itabira) - 23/10/1992;
FEM (Fábrica de Estruturas Metálicas S.A.) - 02/04/1993;
CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) - 02/04/1993;
ULTRAFERTIL (Ultrafértil S.A. Indústria e Comércio de Fertilizantes) - 24/06/1993;
COSIPA (COmpanhia Siderúrgica Paulista) - 20/08/1993;
AÇOMINAS (Aço Minas Gerais S.A.) - 10/09/1993;
PQU (Petroquímica União S.A.) - 25/01/1994;
CARAIBA (Mineração Caraíba Ltda) - 28/07/1994;
NEIVA (Indústria Aeronáutica Neiva S.A.) - 07/12/1994;
EAI (Embraer Aviation International) - 07/12/1994;
EAC (Embraer Aircraft Corporation) - 07/12/1994;
EMBRAER (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.) - 07/12/1994;
ESCELSA (Espírito Santo Centrais Elétricas S.A.) - 11/07/1995;
LIGHT (Light Serviços de Eletricidade S.A.) - 21/05/1996;
CVRD (Companhia Vale do Rio Doce (e 13 subsidiárias)) - 06/05/1997;
MERIDIONAL (Banco Meridional do Brasil S.A. (e 5 subsidiárias)) - 04/12/1997;
TELEBRAS (12 novas controladoras, abrangendo todas as empresas que compunham o sistema TELEBRAS (EMBRATEL, 27 empresas de telefonia fixa e 26 de telefonia celular)) - 29/07/1998;
GERASUL (Centrais Geradoras do Sul do Brasil S.A.) - 15/09/1998;
DATAMEC (Datamec S.A. - Sistemas de Processamento de Dados) - 23/06/1999;
BANESPA (Banco do Estado de São Paulo S.A. (e 5 subsidiárias)) - 20/11/2000;
BEG (Bando do Estado de Goiás S.A. (e 2 subsidiárias - BEG/DTVM e Sisplan)) - 04/12/2001;
BEA (Bando do Estado do Amazonas S.A.) - 24/01/2002.

A privatização da RFFSA (Rede Ferroviária Federal) é uma história à parte, onde o governo que sucedeu o de Fernando Henrique também teve envolvimento..

Em 2002, os eleitores reagiram  e elegeram presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que representava a mudança frente ao segundo governo FHC.
Reeleito em 2006, Lula melhorou as condições de vida dos setores mais pobres da população e permitiu a quem já tinha um mínimo poder aquisitivo um certo up grade social. Mas seu governo também foi marcado por escândalos políticos equivalentes aos que os seus próprios partidários sempre condenaram quando eram oposição. Lula deixou de fazer reformas importantes, como a da previdência, a agrária e a tributária.

A tarefa da presidente Dilma Roussef na continuidade do enfrentamento aos grandes problemas sociais do Brasil não é fácil. Ficou muita coisa por fazer.

Quanto à privatização da RFFSA, sugiro que leiam o artigo de Roque Ferreira,"DILAPIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO DA EXTINTA RFFSA", de 30/11/2008, sem levar em conta as questões partidárias, se é que me entendem.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

GUERRA, MÚSICA, PAZ & AMOR

Lançada em 1966, "C’era un Ragazzo che Come Me Amava i Beatles e i Rolling Stones", de Migliacci e Lusini, interpretada por Gianni Morandi, é uma música que fala de um jovem americano que, como muitos da sua geração, amava os Beatles, os Rolling Stones e todas as garotas que conseguisse conquistar, tocando sua guitarra. Mas ele foi convocado pelo exército para a guerra, a Guerra do Vietnam. Teve que cortar o cabelo e trocar sua guitarra por um instrumento cuja única nota obtida era "r-ra-ta-ta-tah".
A música, gravada [em português] no ano seguinte pelos "Incríveis", fez grande sucesso no Brasil no final dos anos 60. Em 1990 os "Engenheiros do Hawaii" resolveram tirá-la do baú, incluindo-a no seu LP [que a essa altura já estava de saída para dar lugar ao CD] "O Papa é Pop".
Nem os italianos que a compuseram, nem os brasileiros que a trouxeram para o Brasil estavam a par do que realmente acontecia na guerra onde milhares de americanos e vietnamitas estavam sujeitos à própria sorte.

De 08 de março de 1965, quando chegaram os primeiros americanos no Vietnam, até 30 de abril de 1975, dia em que o último punhado de homens a serviço dos EE.UU. deixou o país, 58.132 americanos tinham perdido a vida no conflito.

A Guerra do Vietnam repercutiu no mundo inteiro, mas foi - não poderia deixar de ser - nos EE.UU. que ela provocou as maiores ondas de protesto. Em novembro de 1969 uma impressionante marcha com 250 mil pessoas foi realizada nas ruas de Washington, onde a opinião pública clamava pelo fim da guerra. Em 1970, estudantes de cerca de quatrocentas faculdades americanas encenaram protestos contra a Guerra do Vietnam em várias cidades, reforçando a mensagem explícita do movimento pacifista hippie, originário de São Francisco/Califórnia, que há pelo menos 5 (cinco) anos vinha desempenhando o papel mais importante nessas manifestações com o lema "Make Love Not War" e o símbolo da paz, representado por um "Y" [de cabeça para baixo] inscrito em um círculo.


Os hippies que até então eram considerados figuras estranhas e personas non gratas à sociedade americana, começaram a ganhar notoriedade no mundo todo, e instalou-se também no Brasil a onda hippie, a qual teve um incentivo pra lá de notório, o Festival de Woodstock, um evento musical que ocorreu de 15 a 18 de agosto de 1969, e que, por incrível que possa parecer, não foi em Woodstock/NY, mas sim em Bethel/NY, nas terras do fazendeiro Max Yasgur, a 100 quilômetros de distância, tudo porque os moradores de Woodstock não aceitaram a realização do evento que foi originalmente denominado "An Aquarian Exposition: 3 Days of Peace & Music".

Max recebeu U$ 50 mil pelo aluguel das terras, mas pela ousadia de ter permitido que uma multidão de hippies se acercasse da cidade, foi ameaçado, inclusive de morte. Para saber mais sobre Max Yasgur, clique aqui

No Brasil o movimento hippie foi melhor representado pelo Tropicalismo, cuja irreverência e capacidade de improvisação, aliada ao consumo de alucinógenos, deram asas ao psicodelismo, onde a música desempenhou papel fundamental como veículo agregador de grupos cada vez maiores de pessoas unidas pela mesma motivação. Foi daí que vieram as calças boca-de-sino, as camisas coloridas, os medalhões - inclusive aqueles com o tal "Y" invertido -, os cinturões de couro com fivelas grandes, os cabelos bem compridos ou, quando não era possível, os cabelos bem engruvinhados à black-power, os bigodões à moda Rivelino, etc. E se a gente pensar bem, os hippies andam por aí até hoje, meio diluídos - é verdade - mas ainda se vê um pessoal bem despojado pelas ruas de todo o Brasil.

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A palavra ‘Hippies’, – de hip, hipsters, que vem de hep, que quer dizer, estar por dentro, descolado, bacana, – saiu na imprensa pela 1ª vez, no artigo “A New Haven For Beatniks”, em 5 de setembro de 1965, assinado pelo jornalista de San Francisco, CA., Michael Fallon. Nesse artigo ele escreve sobre o “Blue Unicorn”, um coffee house, usando o termo hippie para se referir à nova geração de beatniks que se mudaram de North Beach para Haight-Ashbury, distrito de S. Francisco. Mas tornou-se massificado pela mídia a partir de 1967, depois que o colunista Herb Caen, do “Crônica de S. Francisco”, passou a se referir a hippies, em suas colunas diárias. Segundo Malcolm X, a palavra hippy, que aparece na língua Wolof do oeste africano, tem reminiscências no fim dos anos 40 no Harlem e era usado para descrever um tipo específico de ‘branco’ que age de forma mais ‘negro’ que os negros.
http://psicodeliabrasileira.wordpress.com/



GESTO DE CAMPEÃO

Lyon, campeão da Copa da França. O capitão do time vencedor, o brasileiro Cris, chama Bougard, o capitão do derrotado Quevilly, para juntos levantarem a taça.
O Union Sportive Quevillaise (nome verdadeiro do Quevilly) é um time da terceira divisão francesa, com sede em Le Petit-Quevilly, uma comunidade francesa da Normandia [perto das zonas de desembarque dos aliados em 1944]. Enquanto o Lyon passou pelo Gazélec Ajaccio (Gazélec FC Olympique Ajaccio), o surpreendente US Quevillaise chegou à final ao vencer o Rennes (Stade Rennais Football Club).
video
Imagens Esporte Interativo
YouTube/videosei

Alguns comentários lá do YouTube:

Humildade sempre!
Bom se todos os jogadores tivessem essa atitude

Se isso acontecer aqui no Brasil os jogadores do time, mesmo que tenham ganho, são mortos no outro dia. A "torcida" acha que é traição.
O goleiro ficou mt sem graça Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Isso não é humildade, é esfregar um prêmio na cara do adversário e fazê-lo de tolo.
Perdedor é aquele que não compete.
Atitude bacana.Se bem que o cara não tá com a cara muito feliz.
Realmente, atitude mto bonita, mas cara[XXX], q gol foi esse?
A maioria dos jogadores não fazem isso devido à violência da torcida.
A maioria depois chama de traidor e tals... A atitude é de um brasileiro, num país civilizado.
Queria ver algum capitão de time fazer isso aqui no Brasil, ia tomar pedrada de parte da torcida.
Minha opinião: O futebol já foi bom, agora não passa de uma profissão que sustenta o sonho da riqueza de muitas pessoas, joga-se para ganhar milhões, não pelo prazer de fazer um belo gol.
jefmilks 10 horas atrás 3 



domingo, 29 de abril de 2012

QUEM PLANTA, COLHE

"Pequeño, pero cumplidor!", como diriam os castellanos.

Este é o primogênito de umas sementes de pimentão plantadas lá na horta-jardim da Anete.















E no diminuto pé de pimentões têm mais uns doze a caminho.



















domingo, 22 de abril de 2012

TÁ VENDO AQUELA LUA - FERNANDA LANGONE

Nossa amiga [e vizinha], Fê Langone, que faz aniversário (15) hoje, dando uma demonstração do seu talento.
Esta menina vai longe!


Tá Vendo Aquela Lua - Fê Langone
Composição Thiaguinho/Pezinho
Gravação Original Exaltasamba

sábado, 21 de abril de 2012

JUAREZ, O LEÃO DO OLÍMPICO

Quando comecei a me dar conta da importância que teria o futebol e o Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense na minha vida, Juarez Teixeira já não defendia as cores do imortal tricolor, mas sem que eu soubesse ele estava ali, bem pertinho de casa, jogando no Grêmio Esportivo Bagé.
De tanto ouvir os relatos do meu pai e da minha mãe sobre a técnica e a força de Juarez, o leão do Olímpico, passei a imaginar, nos meus sonhos de criança, que com ele em campo o Grêmio jamais perdeu uma partida. 

Juarez, o Leão do Olímpico
Por Mariana Mondini - mariana.mondini@diariogaucho.com.br

Reprodução [com alguns acréscimos e reajustes] da matéria da jornalista Mariana Mondini* para o Diário Gaúcho - Porto Alegre, RS.

Simpático senhor de fala mansa e olhos claros liderou o ataque gremista nas décadas de 1950 e 1960.


Os 83 anos de vida não tiraram de Juarez Teixeira a característica que lhe rendeu seu apelido. Juarez continua um tanque por fora. Também conhecido por Leão do Olímpico, o simpático senhor de fala mansa e olhos claros liderou o ataque gremista nas décadas de 1950 e 1960, época em que jogador de futebol era tratado por "senhor" e o amor à camiseta sobressaía. Destemido, goleador e raçudo, o Tanque era o perfil de tudo o que o Grêmio sempre cobrou para si.
– Minha característica era de luta, de vitória. Tinha uma vontade de leão - resume o ex-atacante.

Referência de jogador até os dias de hoje, Juarez também é um exemplo de conduta dentro da família. E credita ao futebol tudo o que aprendeu.
– Ele é um exemplo para nós de dignidade e honestidade, um homem de palavra, e muito querido com todos - destaca a neta Andréa Luciane Teixeira da Silva.

Tanque por fora, amável por dentro.

Foto Mateus Bruxel /Agência RBS
Aos 83 anos, Juarez costuma visitar o Olímpico Monumental, lugar onde durante sete anos deixou seu sangue e suor, conquistando o respeito e a admiração dos torcedores.


Diário Gaúcho - O senhor ganhou o apelido de "tanque". Por quê?
Juarez Teixeira - Pela minha maneira de jogar, minha força, minha luta. Mas gosto mais do "leão do Olímpico", porque tanque já houve outros. Leão era só eu. Tinha uma vontade de leão. Não tinha grande técnica, mas o suficiente para ser titular em qualquer clube do mundo. E era com esse espírito que jogava.

DG - Como começou a carreira? 
Juarez - Com cinco anos, minha família foi morar em Itajaí. Sempre jogava bola com a gurizada. Até que fui para o Exército, aos 18 anos. Lá, tinha um tenente do clube Palmeiras (de Blumenau), que hoje não existe mais. Ele fez uma peneira no Exército e me levou. Comecei no Palmeiras Esporte Clube de Blumenau. Não queria ir, mas ele mandou um recado: "Diz ao Juarez que no Exército não tem querer". Já cheguei titular. Isso foi em 1948. Em 1955, vim para o Grêmio. Fiquei até 1961, quando fui para a Argentina. Depois voltei por mais um ano. Já tinha praticamente pendurado a botina, como se diz, e veio o Bagé.

DG - Dava para ficar rico jogando bola? 
Juarez - (pausa) Dava. Hoje é muito mais fácil. Naquele tempo não se enriquecia. Trabalhando bem, a gente tinha uma vida bem estável. Era bom dinheiro. Não era o que é hoje, mas era muito bom. Na época, diziam que ganhávamos demais. Lembro-me, quando estava no Grêmio, no fim da carreira, Pelé renovou com o Santos, e com ele no time, os amistosos tinham um preço. Sem ele, outro.

DG - O senhor teve outra profissão?
Juarez - Depois, ingressei na Caixa Econômica Federal. Entrei na faculdade e fiz Ciências Contábeis. Foi só.

DG - Dava para sobreviver com o dinheiro do futebol?
Juarez - Não. Eu precisava trabalhar.

DG - Os jogadores eram mais habilidosos? 
Juarez - Joguei contra Garrincha, Pelé, Quarentinha. Jogamos na Europa. O que difere é a velocidade. Hoje, o futebol é muito mais físico, veloz. Em compensação, perdeu um pouco da habilidade. O Grêmio é que inovou, até no Brasil, com Oswaldo Rolla, o Foguinho. O Grêmio não tinha craques, mas os jogadores tinham função definida, e se cumpria, sem tirar a criatividade de cada um. Era o lema do Oswaldo Rolla.

DG - Como era a preparação física?
Juarez - Quase não havia. No Grêmio, tinha, porque Foguinho fora com o Cruzeiro à Europa, e era observador, ia ver os treinos dos clubes. Estudioso, comprou livros de Educação Física, e aplicava à moda dele. Nos botava naquela escada das sociais. Subíamos dez, 12 vezes! Era excelente aquilo. A gente notava a diferença. Corria e lutava mais que o adversário. Jogava 90 minutos e não havia lesões. Jogávamos um futebol competitivo, ataque e defesa em bloco.

DG - Havia muito jogador que fumava ou bebia?
Juarez - Uns fumavam e bebiam. A gente saía do clube, às vezes, não com frequência, e ia a barzinhos na Rua da Praia e na Riachuelo, tomava um chope ou dois, na terça-feira. Sexta, concentrava. E não fazia mal. Hoje é diferente, e amanhã será diferente de hoje.

DG - Havia trabalhos específicos para defensores, meio-campistas e atacantes? 
Juarez - Não. A filosofia era: todos têm saúde, são atletas, então, fazem o mesmo exercício. Hoje está tudo mudado. Tudo conversa mole. Futebol é 90 minutos, preparo físico, alimentação e treino. Sem mistério. Vejo cada bobagem por aí! Fazem tanto, dizem tanto, e o futebol é tão simples! Joguei e sei. O que me atrapalhava era a marcação.


DG - E o Barcelona? 
Juarez - É a melhor equipe do mundo. Reconheço que é a melhor, mas não sei se o Grêmio daquela época, meu Grêmio, não jogaria de igual para igual. Tenho certeza. Não pelos jogadores, mas pelo entrosamento, pelo esquema que tínhamos. Se eu saía, o outro sabia o que fazer. Dois não marcavam um. Só quem jogou sabe. Foguinho dizia: "Se o adversário for melhor, só nos resta uma coisa (levanta-se e faz o gesto): dar parabéns, porque fizemos tudo, e ele foi melhor" .


DG - Jogava-se por amor à camisa?
Juarez - Sim. Pensava-se no dinheiro no fim do mês ou quando fazia o contrato. Quando vestia a camisa, ou nos treinos, não se pensava em dez centavos. Um não corria mais que outro por ganhar mais. Cada um brigava para fazer o melhor. Dentro do campo, o nome está em jogo.

DG - Algum jogador se assemelha ao senhor?
Juarez - Não, porque os treinadores agem diferente. É repugnante... Uso este termo. Hoje, são 30, 40 bolas, cones, cinco auxiliares. Pode ter isso, mas tem de ter um ou dois dias de treinamento conjunto. Foguinho dizia, quando pediam para retardar o treino (por causa do calor): "O jogo é às 15h? Vamos treinar às 15h" (risos).

DG - O senhor foi campeão Pan-Americano pela Seleção Brasileira em 1956. Qual a emoção de defender o país?
Juarez - Muito significativa, porque a gente deixa milhões de brasileiros alegres. A gente vem com a alma lavada.

DG - Algum conselho a jovens que começam?
Juarez - Seja obediente. Evite álcool e drogas. Ah, e tenha amor à camiseta seja onde for.

DG - Qual o principal ensinamento do futebol? 
Juarez - (pausa) O futebol me ensinou tudo. Cumprir obrigações, ganhar dinheiro, ter paciência, ser educado. Não deixei inimigo. Na pista as divergências terminavam.

DG - No Grêmio, o senhor viveu a carreira no Olímpico. Como é ver o clube ir para a casa nova?
Juarez - Sinto, mas tudo evolui. Quando cheguei aqui, lamentavam ter saído da Baixada. Hoje é o Olímpico. Joguei ali, talvez veja a demolição, mas tudo faz parte da evolução do futebol.

DG - O que é imprescindível para jogar?
Juarez - Não precisa ser craque. O treinador vai dizer o que quer. Agora, atacante, não! Foguinho dizia: "Armar a defesa não é difícil, ataque é que é". Fico vendo na tevê e pensando como jogaria... O jogo da vida? "Pela importância, o primeiro Gre-Nal. Cheguei aqui com outros quatro "catarinas". Não era comum vir catarinense para cá. Eu caminhava, pegava o bonde para treinar e ouvia conversa de futebol. Só que não nos conheciam, e diziam: "Agora o Grêmio trouxe esses catarinas, não jogam nada, só comem banana". E eu ouvindo. Isso me fez pensar na responsabilidade. O Grêmio estava numa fase como a de hoje. Um cara me perguntou, no Olímpico: "O que achas do Gre-Nal, hoje? A gente sempre vem bem e, quando chega o Gre-Nal, estraga tudo." Gravei aquilo. Eu não sabia nem a cor da camisa do Internacional. Sabia que era um clube importante, tinha a hegemonia aqui. Pensei: "É importante demais, não podemos perder". Entramos em campo primeiro. Depois, o Inter. Naquele momento, me deu um sentimento de vitória. Começou o jogo, eles saíram ganhando, e empatamos no primeiro tempo. Recebi a bola pela meia esquerda, final de jogo, e tinha de decidir. Entrava no bico da área, e pensei: "Tenho de buscar o gol, vou tocar no meio dos dois (Odorico e Florindo), que estão indecisos". Toquei no meio, ela passou, e entrei ali. Chutei. La Paz era o goleiro. Foi rasteiro, passou por ele, em direção ao poste esquerdo. Nisso, veio o uruguaio Zunino e entrou com bola e tudo."

Opinião
Lauro Quadros, comentarista do programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha:
"O Grêmio da década de 1950, do Foguinho, virou em relação ao Inter. Era um time com a característica de futebol competitivo, a cara do Foguinho. E Juarez, como ninguém, retratava essa virilidade. Camelinho, um torcedor da época, dizia que, com Juarez na área, dava "polvadeira" (levantava poeira). O Tanque compunha uma dupla de ataque inesquecível com Gessy. Gessy era técnico, habilidoso. Juarez era o tanque."

Vida e obra
Nasceu em Blumenau, SC, em 20 de setembro de 1928, mas foi registrado em Itajaí. Atuou no Grêmio entre 1955 e 1962. Num Gre-Nal, em 1960, o Grêmio foi para o intervalo vencendo por 2 a 1. No vestiário, o diretor Fernando Kroeff prometeu: a gratificação dobraria a cada gol marcado no segundo tempo. Juarez fez dois, e o Grêmio enfiou 5 a 1 no Internacional. Não há precisão sobre o número de gols marcados com a camisa tricolor. Entrou para o conselho deliberativo do Grêmio em 1983. Depois de pendurar as chuteiras, ainda cursou Ciências Contábeis. É aposentado pela Caixa Econômica Federal. É viúvo de Paulina Cardozo Teixeira, com quem foi casado durante 60 anos - começaram a namorar aos 18 anos. Da união, nasceram Selma e Mabel. Tem seis netos e dois bisnetos. Um dos netos, Miguel, 15 anos, seguiu os passos do avô e é atacante no Juvenil do Grêmio.

Ficha
Nome: Juarez Teixeira
Apelidos: Leão do Olímpico e Tanque
Nascimento: 20/09/1928
Local: Blumenau/SC
Período no Grêmio: 1955 a 1962
Posição: Centroavante
Estréia: 31/03/1955 – Grêmio 7 x 0 Seleção de Paysandu (URU)
Despedida: 16/12/1962 – Grêmio 2 x 0 Internacional

Clubes
Palmeiras Esporte Clube (Blumenau – SC)
Jabaquara Atlético Clube (Santos – SP)
Clube Atlético Ferroviário (Curitiba – PR)
Joinville Esporte Clube (Joinville – SC)
Grêmio Esportivo Flamengo (Caxias do Sul – RS)
Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense (Porto Alegre – RS)
Club Atlético Newell's Old Boys (Rosário – Santa Fé - Argentina)
Grêmio Esportivo Bagé (Bagé – RS)

Títulos
Pentacampeão da Cidade de Porto Alegre
Pentacampeão Gaúcho
Campeão do Troféu Internacional de Atenas
Campeão do Troféu Internacional de Salônica
Supercampeão Gaúcho e Campeão Sul-Brasileiro, invicto
Campeão Pan-Americano pelo Brasil
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*Mariana Mondini é jornalista, repórter e setorista do Grêmio no jornal Diário Gaúcho.

Fontes Juarez Teixeira; site oficial do Grêmio; jornal DIÁRIO GAÚCHO.